ELEJÓOPINIÃO

Tio Donald febril

por DALMO OLIVEIRA

A entrevista foi veiculada pelo Jornal Nacional da TV Globo \ print da tela

A entrevista que Lula deu ontem pra Delis Ortiz tem uma marca discursiva importante. O presidente petista pontuou que não haje como Trump, usando o cargo para disseminar informações sem base no real. “Eu não perco a calma e não tomo decisão com 39 graus de febre!”, taxou de cara. A pergunta que ficaria no ar: “O que causa o quadro febril delirante do líder estadunidense?”.

Trump inaugurou e dissemina a primeira governança fake do planeta. Ele aboliu os meios convencionais de Comunicação Oficial e prefere usar seu perfil X para anunciar suas sandices. Coitada da Press Secretary da Casa Branca, Karoline Leavitt, que tende a perder a função.

A verborragia digital de D. Trump é apenas um dos sintomas de uma figura pública incontrolável, que age como o menino rico super-mimado que diz e faz o que der na teia, sem filtros, sem censuras prévias e totalmente imune àquilo que os esquerdistas chamam de empatia.

Os bruxos

O termo “caça às bruxas” também não deveria ser usado pelo bilionário de Manhattan. Primeiro porque ele e Bolsonaro estão mais para aprendizes de grão-vizires, segundo, porque eles sempre estiveram na posição de caçadores. É um vitimismo que não emplaca, além de ser meio incompatível à condição de provável criminoso em vias de ser condenado pela Justiça brasileira.

O uso de táticas de guerrilha tarifária contra inimigos ideológicos é outra invenção trumpista. É claramente um erro estratégico de uma figura prepotente que pode colocar toda a população estadunidense em situações desfavoráveis no cenário global. Trump, entretanto, mira em algo que seus antecessores jamais ousariam: o BRICS, empurrando os USA para o isolacionismo geopolítico.

Os eternos aliados europeus não vão comer esse reggae trumpista. Eles já têm problemas de sobra com a guerra russa. O Reino Unido meio que já demonstra arrependimento do seu desastroso BREXIT.

Novas rotas

Mesmo com todo esse vexame internacional, as peraltices do diabrete cor de cenoura, podem se torna ótima oportunidade para os empresários do Brasil investirem em novas rotas da ceda. A china e a Índia merecem mais nossa atenção no comércio global. O Brasil é grande demais, importante demais no cenário mundial, para ficar refém e submisso aos desígnios estadunidenses. Há um imenso “mundo novo” a ávido pelos produtos brasileiros, notadamente das nossas agro-commodities.

Se a febre de Trump um dia baixar, talvez possa ser tarde demais para a economia de lá.

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