
O sindicalista Ari França tornou pública uma nota que repudia a compra de votos para eleição interna do Partido dos Trabalhadores (PT). “Esse tipo de prática não cabe no nosso Partido. O PT não pode usar mecanismos criados e adotados amplamente pelos partidos da Direita. O dinheiro não pode interferir na vontade soberana das nossas filiadas e filiados. É, simplesmente, vergonhoso!” declara França, um dos candidatos a presidente do Diretório Estadual.
No PT, as eleições diretorianas (nos três níveis federativos) ocorrem dentro do Processo de Eleições Diretas (PED). O partido tem esse processo como diferencial em relação às demais agremiações partidárias, inclusive das consideradas de Esquerda. As eleições ocorrem neste domingo, dia 6, a partir das 9 horas, em 108 diretórios municipais.
As denúncias de “compra de votos”, começaram a vir à tona a partir de filiados na cidade de Cabedelo. “Ficamos sabendo que há um esquema oferecendo R$ 30 por cabeça, mais transporte e lanche para quem votar em determinada chapa”, informa o ativista.
Coação
“A assessoria jurídica da chapa que concorre ao Diretório Municipal de Cabedelo já formalizou denúncia à direção estadual. Há, inclusive, uma gravação de um diálogo entre um candidato a presidente municipal e eleitores, estipulando valores por votos de lideranças e de filiados. Soubemos que nas abordagens, os assediadores propõem ainda a abstenção, no intuito desesperado de tirar votos ao nosso favor”, declarou.
