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Nação Yanomami é a mais nova vítima da gestão genocida de Bolsonaro

Mais de 500 crianças mortas nas aldeias desprezadas pelo governo do ex-Presidente brasileiro

por DALMO OLIVEIRA

Pouco mais de 20 dias do início do novo governo federal, sob a égide do petista Luís Inácio Lula da Silva, o Brasil (e o mundo) continua sendo assombrado pelas consequências geradas durante os últimos quatro anos da gestão desastrosa de Jair Bolsonaro.

“Desastrosa” é apenas um eufemismo. Agora vem à tona mais um capítulo da política de genocídio (necropolítica) tendo como alvo crianças e idosos das aldeias yanomami em Roraima.  São centenas de vítimas ainda não contabilizadas, que faleceram absurdamente por desnutrição e doenças consequentes da falta de alimentação adequada, de atenção à saúde, de condições sanitárias elementares, de endemias.

As imagens que chegam das aldeias se assemelham àquelas que o mundo conhece há séculos em algumas regiões do continente africano. Mas os motivos são outros: não são as guerras tribais, não é a seca saariana. Na Amazônia as mortes dos yanomami foram provocadas apenas por uma mazela: descaso das autoridades federais até dezembro de 2022.

Agora se inicia uma operação de emergência, um esforço do novo governo federal e de instituições não-governamentais para salvar a população desnutrida que foi abandonada no meio da selva.

Evidentemente, o quadro terrível com o Povo Yanomami se deve também a outros algozes que foram beneficiados pela gestão federal anterior. As máfias de garimpeiros e de madereiros piratas. Os grileiros invasores dos territórios das reservas indígenas. A ação dos traficantes de drogas na fronteira.

O desmantelamento dos órgãos que lidam com a questão indígena e ambiental durante o governo Bolsonaro é um capítulo à parte. O assassinato, em 5 de junho do ano passado, do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, no Vale do Javari, tem ressonância no que aconteceu aos yanomami. É uma chaga brasileira desde Chico Mendes, passando por Dorothy Mae Stang, assassinada em Anapu, no Pará.

 

 

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Dalmo Oliveira

Dalmo Oliveira é jornalista profissional desde 1991. Foi repórter em O Norte e no jornal A União. É apresentador do radiofônico ALÔ COMUNIDADE, na Rádio Tabajara AM. É também assessor de Comunicação e servidor público desde 1994.

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