Pelo andar das carruagens, teremos as festas juninas mais aguadas dos últimos anos. Pelo menos aqui no litoral, é chuva com força e a safra de milho só vai chegar ao auge pro fim de julho ou agosto. Aguadas também do ponto de vista das atrações musicais que as prefeituras contrataram para “abrilhantar” as noitadas nos palhoções Paraíba adentro. É aquela coisa horrível que mistura o estilo sertanojo com batidas eletrofunks criadas pelos compositores I.A. Sanfona, zabumba e triangulo de metal estão cada vez mais em desuso.
Caiana na telinha
Matéria bonita no JP1 de hoje, com a maestria de Silvia Torres e o olhar aguçado de Alexandre Frazão, mostrando como é o São João ancestral em Caiana dos Criolos, no Agreste paraibano. Pena que os poderes públicos não dão conta de oferecer estrada, água tratada e saneamento básico para aquele comunidade remanescente de quilombolas.
Comunicação Midiática

Uma disciplina na Pós de Comunicação da UFRN, conduzida pelo paraibano Juciano Lacerda, tem me dado oportunidade de retomar os estudos nessa área, depois do mestrado que fiz na UFPE. As aulas se concentram no fazer comunicacional dos povos originários. Como os pesquisadores indígenas estão contribuindo para uma Academia inclusiva, quebrando paradigmas educacionais e inovando epistemologias no campo da Comunicação Social.
Pra quê tanta fogueira?

As pessoas asmáticas e com outras complicações pulmonares que me perdoem, mas as fogueiras acompanham a humanidade desde sempre. Talvez tenha sido uma das nossas primeiras “tecnologias”, essencial para sobrevivência, especialmente nos lugares de clima mais temperado. Aqui no Nordeste, as fogueiras juninas simbolizam também o momento das colheitas, portanto significam fartura. Até pouco tempo eu morava numa rua que não tinha calçamento nem asfalto no Bairro do Geisel, na zona sul aqui de Jampa. A maioria dos meus vizinhos acendia uma fogueira na porta de casa, ou no dia de São João ou no São Pedro. Assar umas espigas de milho, um pedaço de queijo de coalho ou um bom pedaço de bode. Cadeiras nas calçadas e uma mesa repleta de comidas típicas do período junino. Umas cervejas geladas pra refrescar. E o “três em um” tocando a Rádio Tabajara bem alto. Aos poucos nossas festas juninas vão ficando mais chatas, mornas descaracterizadas.
